Atendendo Clientes com Necessidades Especiais

Deficiência significa ausência ou disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica. Diz respeito à biologia da pessoa. Este conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde. A expressão “pessoa com deficiência” pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência. Contudo, há que se observar que em contextos legais ela é utilizada de uma forma mais restrita e refere-se a pessoas que estão sob o amparo de uma determinada legislação.

O termo deficiente para denominar pessoas com deficiência tem sido considerado inadequado, pois o termo leva consigo uma carga negativa e depreciativa da pessoa, fato que foi ao longo dos anos se tornando cada vez mais rejeitado pelos especialistas da área e em especial os próprios portadores. Atualmente a palavra é considerada inadequada, e promove o preconceito em detrimento do respeito ao valor integral da pessoa.
A pessoa com deficiência geralmente precisa de um atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver potencialidades.
Algumas definições:
Deficiência Física: Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física.
Deficiência Auditiva: Perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando em graus e níveis.
Deficiência Visual: Acuidade visual igual ou menor de 20/200 no melhor olho, após melhor correção, campo visual inferior a , ou ocorrência simultânea de ambas as situações.
Deficiência Mental: Funcionamento intelectual geral significativamente abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento, concomitante com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade do indivíduo em responder adequadamente às demandas da sociedade.
Deficiência Múltipla: É a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias – mental/visual/auditiva/física – , com comprometimentos que acarretam consequências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa.
Nunca deixe de atender a um cliente com algum tipo de necessidade, mesmo que ele esteja acompanhado.
ATENDIMENTO NO CASO DE UM PORTADOR DE NECESSIDADES VISUAIS:

  • Ofereça o braço para que o portador de necessidade visual segure-o para segui-lo;
  • A bengala serve para perceber obstáculos, mas é importante que você faça também essas ressalvas;
  • Não puxe-a;
  • Quando for guia-la não agarre o braço da pessoa para levá-la aos lugares: espere que a pessoa segure em seu braço, assim ela irá seguir os seus movimentos;
  • Descreva o trajeto a ser percorrido, com seus obstáculos e avisá-la da presença destes;
  • Ajude-a sentar-se apenas indicando o braço ou o encosto da cadeira, deixe que a pessoa se sente sozinha;
  • Não se importe em dizer palavras como “olhe” ou “veja”;
  • É fundamental identificar-se quando chega ao avisar quando vai embora;
  • Procure sempre cumprimenta-la com apertos de mãos, pois é um ótimo substituto para o sorriso;
  • Evite gesticular;
  • Não fale alto, a audição de alguns deficientes visuais é mais aguçada;
  • Nunca desvie a atenção do cão guia do seu principal objetivo, guiar.

 
 

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